Sexta-feira, 23 de Novembro de 2007

Greve em Hollywood

Há dias bons! Há dias maus! Há dias em que nos apetece atirar com a nossa sapatilha que recentemente calcou uma pastilha elástica de um porcalhão qualquer (o mais irónico é que eu nem sequer masco) à cara de certas pessoas.

Boa noite caros leitores! Depois desta formosa introdução decidi que esta sexta-feira iria ser dedicada aos guionistas. Muitos devem estar dentro da matéria. Sucintamente: os guionistas americanos estão em greve.

Esta greve começou como todas as outras. Um grupo de pessoas sente-se lesada no bolso e decide barafustar. Depois de uma sólida pesquisa posso concluir que os escritores têm bastante razão.

Vejamos, a vida de um guionista, quer seja de filmes, séries ou outro tipo de programa, nunca é muito estável. Disso ninguém tem culpa. Eles fazem isso porque querem e até dá um incentivo extra para quem, como eu, não gosta de monotonia. Acontece que, em termos financeiros, não é tão incentivante como isso. Um guionista pode fazer um filme e depois ficar meses sem trabalhar (leia-se: ganhar dinheiro)...



A principal exigência dos escritores é receber uma percentagem que diz respeito à internet e novos média. Por exemplo: quando um episódio de uma série de televisão é emitido os guionistas recebem a sua cota. O problema é que quando ele é re-emitido, disponibilizado para download ou visto num site suportado por publicidade os guionistas não recebem nada. Eles argumentam que isso era dinheiro que lhes ajudava a suportar os tempos mortos, porque nem todos os escritores são ricos e a maioria é de classe média e tem famílias para suportar, blá blá blá.

Pessoalmente, acho que até é justo eles receberem qualquer coisinha visto que tanto o canal como os produtores e realizadores recebem.

Mas agora vocês dizem: "Por mim tudo bem, mas o que é que eu tenho a ver com isso?". Ah pois é! Mais do que vocês pensam! Quando os americanos entram em greve o efeito é um bocadinho diferente daquele obtido na comunidade portuguesa. Eles aderem a 99% ou mais! Assim, os canais americanos não têm outro remédio senão re-emitir a maioria dos programas diários e não se admirem se as vossas séries preferidas forem paradas por uns tempinhos enquanto não houver um acordo entre os escritores e os estúdios e canais. Já nem se escrevem filmes! Hollywood está parado! Ai o meu House! Ai o meu Smallville! Ai os meus Heroes! Onde é que isto vai parar?
sinto-me: Pensativo
música: Neon Genesis Evangelion - Fly Me To The Moon
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publicado por Ricardo às 18:49
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1 comentário:
De luxxx a 24 de Novembro de 2007 às 13:42
O que está a acontecer nos Estados Unidos é realmente impressionante, ao ponto da grande maioria das séries em exibição estarem a um passo de terminar a temporada com metade dos episódios exibidos.

Por exemplo, o The Office foi a primeira grande vítima, acabando no 8º episódio. As restantes terão de se contentar com os episódios escritos antes do início da greve, sendo pouco natural que consigam passar dos 15/18.

Como efeito colateral, várias séries com estreia prevista para o início do ano foram adiadas para a "época" seguinte.

E como dizes, os talk-shows diários já eram, com os finais de noite a serem agraciados com re-runs dos programas de Jay Leno, Conan O'Brian, Jon Stewart e David Letterman, entre muitos outros.

De notar que estes programas são extremamente importantes para a própria indústria cinematográfica, visto ser aí onde grande parte dos actores promovem os filmes onde participam.

Muito bom post, Rikardo! Mesmo muito bom!!!

Já agora, aqui fica a lista negra:

http://www.eztv.it/index.php?main=tvnews&show_news=1170


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