Quarta-feira, 28 de Fevereiro de 2007

Como se faz bons filmes?

Cada vez vejo mais filmes. Quando faço críticas para o jornal da escola, para o meu blog, site, tenho certos critérios para avaliar um filme. Pergunto-me de repente o que faz com estes sejam bons? Os aspectos técnicos, os actores, a história, o final, a imperfeição?

O que é que diferencia filmes bons que divertem como Hora de Ponta, filmes que marcam como O Fiel Jardineiro, filmes que fazem ambos como Toy Story de filmes comerciais como Missão Impossível 3 ou Piratas das Caraíbas 2?

O mercado dos filmes de animação anda sempre instável. Houve um tempo em que só havia filmes da Disney em desenhos animados, onde a técnica era sempre a mesma e a evolução parou. Depois vieram as rivalidades e as parecerias da Disney, Pixar e Dreamworks quando surgiram os filmes de animação computorizada. Veio também a capacidade de fazer o maior número de filmes possível com o mesmo motor gráfico. É que não dá lucro fazer um motor gráfico para cada filme! Entretanto o Japão continuava na maior. Sempre a evoluir, mas sempre fiel ao estilo manga (lê-se mangá) do anime (lê-se animé). Agora o Japão sofre uma enorme perda com a saída de Hayao Myazaki, mas a Europa e os EUA estão com filmes que não convencem. Lembram-se de algum filme relativamente recente que tenha sido melhor que o antigo Toy Story, o Monstros e Companhia ou o Shrek? Eu não.

Outro dia vi um filme do Clint Eastwood, o Mistic River. Já andava a anos para o ver. Quando o vi fui gostando, mas achei o final despropositado. No Million Dollar Baby vi e gostei, mas fiquei desconfortável com o final. Mas lembro-me deles nitidamente e penso neles devido às controvérsias que emanam e trazem ao de cima. Não porque são divertidos, mas porque são importantes. Porque marcam.

É isso que eu acho que um filme deve ser. Não interessa como é que isso é conseguido, se pelos actores, se pelo cenário, se pela história. Um filme deve ter o poder de sobreviver ao tempo. De ficarmos a pensar nele horas, dias, semanas depois de o vermos. Isso é marcar. Um filme que nos faz pensar. E isso é algo que transforma o bom no excelente, o casual do marcante.
sinto-me: Pensativo.
música: Nirvana - About A Girl
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publicado por Ricardo às 12:17
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4 comentários:
De luxxx a 4 de Março de 2007 às 20:16
Excelente post, Rikardo!

Não podia estar mais de acordo!!!!

E penso que Clint Eastwood é um excelente exemplo de como se resistir ao passar dos anos. Filmes como Pale Rider, Unforgiven, A Perfect World, Million Dollar, Mystic River e Letters from Iwo Jima são absolutamente magníficos hoje, amanhã, depois e daqui a muitos, muitos anos.

É no que dá ter trabalhado anos a fio com o mestre Sergio Leone, realizador que ofereceu mais cor aos meus dias com pérolas como O Bom, O Mau e o Vilão... Por um Punhado de Dólares... Aconteceu no Oeste e Aconteceu na América. Estes também exemplos de como marcar para sempre a história universal do cinema.


De MinhaDoceLua a 8 de Março de 2007 às 19:08
Oi!

Gostei do teu post. Eu adoro ver filmes e existem aqueles que vemos uma vez, gostamos e prontos. Mas ainda há aqueles que vemos uma vez e marcam-nos para toda a vida, que nos fazem pensar. Penso que cada filme toca diferentemente cada pessoa e ainda bem que assim é.

Fica Bem



De The Darkside Shenmue Ruller a 16 de Março de 2007 às 18:11
E "mai nada"!


De JmFast a 2 de Abril de 2007 às 18:57
Apoiadissimo


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