Quinta-feira, 3 de Julho de 2008

2008: The Year Gaming Died?

Não posso dizer que era uma coisa que não esperava. Também não posso dizer que concordo com a frase a 100%. Isto foi um comentário que encontrei no site de jogos Kotaku sobre a Wii ter melhores vendas que a PS3 no Japão, mesmo pouco tempo depois de MGS sair.

A Wii é campeã de vendas de consolas domésticas nos 3 mercados mais importantes: EUA, Europa e Japão. Também é considerada, por muitos, um brinquedo. Engraçado, a Nintendo, empresa que tem mais hardcore fãs, ser a empresa que abandona mais rapidamente os hardcore gamers.

Muitos ainda dizem que existem jogos "a sério" na Wii. Sinceramente, é falso. Os jogos "a sério" da Wii são sequelas de séries que, apesar da sua qualidade, já estão gastas. Mario? Zelda? Ok, até podem ser jogos muito bons, mas sinto-me muito mais atraído por novas franshises. Não esquecer que os jogos mais vendidos da Wii são do género Wii Sports, Wii Play, Wii Fit, qualquer dia vem aí o Wii F*ck. Ou o Wii Sit Down. Ou o Wii Get Up.

Esses joguinhos, embora engraçados nos primeiros dias revelam-se um desperdício de tempo e passam a ser mais uma coisa para mostrar aos amigos quando vão lá a casa, amigos esses que, por sua vez, fascinados pelas novidades, impulsivamente compram uma Wii e dão um novo alento a este esquema da Big-N.

Wiimote, palavra que transpirava inovação, não é nada de mais. Chamem-me tradicional, mas ainda sou daqueles a quem o gamepad serve perfeitamente. Inovador? Realmente é inovador juntar duas ideias que já existem há n e pô-las no mercado. Inteligente? Sim. Inovador?

Se nos primeiros tempos era inovador, o tempo revelou a ideia seca. A falta de tudo, principalmente jogos, faz com que a Nintendo perca o mérito em cada venda que faz. Se dantes tinha respeito pela mais antiga das empresas de videojogos, agora sempre que olho para o N que me trás tão boas recordações, ele transforma-se na letra inicial da palavra comercial. E se algo me fará comprar a Wii, ou pelo menos ter pena de não ter uma, orgulho-me de dizer que não será uma palavra a seguir ao nome da consola, mas sim uma coisa que se chamará Mad World. E duvido que venda por aí além.

Concluíndo, 2008 ainda não é o ano em que os jogos morreram e dúvido que isso vá realmente acontecer, mas se acontecesse teriamos de agradecer àquela que os ajudou a crescer. Quero jogos! Quero jogos grandes! Quero jogos com grandes gráficos! Quero jogos que não sejam um conjunto de mini-jogos! Quero jogos originais! Quero novas franshises! Quero jogos inovadores, porque consolas inovadoras a mim não me dizem nada.

 

PS: Com os exames, as datas dos post ficam um bocadinho tremidas. Vou tentar manter o ritmo de duas vezes por semana.

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publicado por Ricardo às 13:47
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8 comentários:
De Durval a 3 de Julho de 2008 às 21:38
Discordo em alguns pontos, porque a eterna questão de um jogo ser hardcore ou não tem muito que se lhe diga, pois para certas pessoas de certeza que os joguinhos de mini-jogos são levados a sério pela busca de melhores pontuações, como um amigo meu que conseguiu 3230 no wii boxe, pontuação essa que nem sei se os senhores da Big N sabem que será possivel de fazer, mas exemplos à parte, aposto que para muitos, esse tipo de jogos é visto como os jogos mais pioneiros,em que a busca pelo nome no topo do ranking de score era a maior das motivações compulsivas para o vício.
Além do mais,eu penso que metroid 3, no more heroes, medal of honor heroes2,super smash brawl, são jogos hardcore! E mesmo alguns como zack & wiki, ou o mario kart, não os vejo como casual games, porque antigamente não era por um jogo ter uma jogabilidade arcade que era era considerado "menos jogo" que qualquer outro. E cada vez mais penso que a wii vai ter mais jogos hardcore como monster hunter mad world fatal frame 4 red steel 2 etc.
Penso que mais do que estratégia ou esquema da Big N, existe mais uma falta desses atributos do outro lado da barricada, onde Sony e Microsoft vendem consolas e jogos a um preço exurbitante, sabendo que para uma grande fatia do mundo os salários não sobem ao ritmo das inflações, e não pensando que as obrigações das sociedades nos vão roubando cada vez mais tempo de dia para dia.
E além disso, penso que algo vai mal no seio de uma empresa quando essa mesma espera que 1 jogo apenas, por mais qualidade que tenha, seja o responsável de uma reviravolta nas tabelas de vendas, porque com a expansão do mercado de videojogos, também o numero de classes de utilizadores e de diferentes gostos se expandiu.
E aí é que eu acho que está o centro da questão, que é o facto de muita gente ter pensado que todo o ser que passasse a fazer parte deste mercado, teria os mesmos gostos, as mesmas preferÊncias e se iria regir pelos mesmos padrões de qualidade e expectativas que todo o mercado que existia antes, não prevendo a possibilidade de um novo ponto de vista, uma nova perspectiva sobre o simples acto de jogar e como esse acto poderia transmitir prazer e alegria. Penso que só a Nintendo antecipou essa diferença quanto aos "novos utilizadores" que iriam entrar nesta nova geração.

Ricardo desculpa o testamento :|


De Ricardo a 3 de Julho de 2008 às 23:18
Os jogos hardcore de que falas são uma minoria, alguns não têm qualidade nenhuma, ou fazem parte de um nicho comparado com as vendas dos seus parceiros softcore (hardcore / softcore, parece que estamos a falar de porno, lol).

A Microsoft e a Sony têm preços bastantes acessíveis se compararmos com a qualidade dos materiais. A X360 está quase ao mesmo preço da Wii. E a PS3, pela qualidade do material, em comparação, merece o preço. Quanto ao preço dos jogos, tens toda a razão, mas a verdade é que a Nintendo, ao contrário das outras, não usa os títulos Platinum.

"E além disso, penso que algo vai mal no seio de uma empresa quando essa mesma espera que 1 jogo apenas, por mais qualidade que tenha, seja o responsável de uma reviravolta nas tabelas de vendas (...)"
Verdade, mas nunca subestimes o poder dos jogos. São eles que fazem valer a consola e não a consola em si, e acho que é aí que a Nintendo comete erros porque o seu hardware é menos propício a jogos softcore ou hardcore da geração passada.

Testamentos? Adoro. Opiniões dos leitores é o que mais me interessa.


De luxxx a 4 de Julho de 2008 às 02:04
Bom... não posso estar de acordo com muitos dos argumentos apresentados, Rikardo.

É óbvio que a Nintendo apostou num mercado dito casual. E a aposto foi inteiramente ganha. É comercial? Muito. Inteligente? Ainda mais.

Convém não esquecer que ao contrário da MS e da Sony, a Big N vive apenas de jogos e de consolas. No caso de falhar nessa dupla, é o fim. Game Over. Portas encerradas.

E convém não esquecer que os jogos Wii vindos de dentro da própria Nintendo não são tão casuais quanto isso. Ok... temos o Wii Fit, o Wii Sports - vendido com a consola no Ocidente - e o Wii Play, com este último a servir essencialmente como bónus para quem comprar um Wiimote extra. Conclusão, o único que é vendido por si só fora do Japão é mesmo o Fit.

Depois temos Metroid... Twilight Princess... Mario Kart... Brawl... Mario Galaxy... Paper Mario, para dar alguns exemplos. E como diz o Durval, de casual têm muito pouco. Como é habitual na história da Nintendo, são simples de serem jogados, mas extremamente complicados de serem dominados.

São continuações de franchises, sim. Mas são continuações extremamente bem feitas, que fazem evoluir cada uma dessas séries.

E há que ter em conta que o mesmo acontece com a Sony e a MS. Quantos Halo foram já lançados?! Três! Quando é que a primeira Xbox chegou ao mercado? Em 2001. E para que o balanço não se perca, este ano vamos ter ainda o spin-off Halo Wars. Gears of War? Dois em três anos. Viva Piñata? Dois em três anos. E por aí adiante.

Quanto à Sony, perdi a conta ao número de Jaks e de Ratchets, temos dois Killzones, vem aí mais um God of War, SingStars e Buzzs são às dúzias - por falar em casuais -, Uncharted 2 deverá estar garantido para 2009, etc, etc, etc.

Portanto, aqui são todos iguais, ou seja, o sucesso de um jogo é sinónimo de continuação. A diferença encontra-se no facto da Nintendo conseguir reinventar grande parte das suas séries, mantendo uma qualidade assinável.

Obviamente que há mais Marios, Zeldas e Metroids do que Jaks, Ratchets e Halos. Caramba... a Big N anda nestas andanças há muitos mais anos do que a concorrência.

E muito mais haveria para dizer, mas não quero maçar ninguém com tantos caracteres.


De Ricardo a 4 de Julho de 2008 às 12:39
A diferença está no público. Por exemplo, os jogos não casuais da Sony e MS: God Of War e Halo, por exemplo são muito mais abraçados pelos jogadores do que os da Nintendo, mesmo Mario, comparando com os seus parceiros casuais. Wii Fit? Isso é jogo? Também admito que nunca comprei nenhum Eye Toy, Singstar ou Buzz.

O que mais me chateia é o factor inovação. A única coisa inovadora foi usada para capitalizar os jogos casuais que pouco inovam. E para mim: "Quero jogos inovadores, porque consolas inovadoras a mim não me dizem nada."

Mas compreendo e apoio o teu ponto de vista. Acho que o que me chateia é que a Nintendo está a fazer com que os jogos casuais passem a controlar a indústria, o que seria o desastre para quem gosta de jogos hardcore com orçamentos gigantescos. Não concordas?


De luxxx a 4 de Julho de 2008 às 13:04
Eu só não acho que a grande maioria jogos Wii da Nintendo sejam casuais. Dando como exemplo os dois jogos por ti referidos, não tive qualquer dificuldade para os terminar (Halo e God of War).

O mesmo já não digo de Mario Galaxy, onde tive de dar o melhor de mim para conseguir apanhar determinadas estrelas. E este é apenas um entre vários exemplos possíveis.

Como referi no comentário anterior, tratam-se de jogos fácil acesso imediato, mas complicados de serem dominados. Mas esta característica não é nova em produtos Nintendo... na verdade, sempre foi uma das imagens de marca da Big N.


De Ricardo a 4 de Julho de 2008 às 18:41
Isso é bom, claro. Mas não podes dizer que God Of War é fácil. Principalmente em modo God. E jogaste aqueles níveis extra? Não eram canja nenhuma. E o GoWII em modo Titan? Se o Mario é mais lixado que isso então tenho pena dos canalizadores.



De Daniel Costa a 5 de Julho de 2008 às 19:11
2008, tal como 2007, será lembrado com o ano da mudança. Quando jogadores ditos hardcore pegaram no wiimote pela primeira vez, e gostaram. Uma transformação no apelo das massas? Talvez. Uma morte prematura da indústria? Obviamente que não...

Cumprimentos,
http://nowloading.blogs.sapo.pt/


De Pedro a 6 de Julho de 2008 às 00:44
Rikardo tu sabes quem eu sou, tens o gta iv?, um dia deste aparece no msn, acho o teu blog um maximo!, continua.


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