Quarta-feira, 19 de Março de 2008

Um Dia Pintado

Estou estourado. Não, estou de rastos. Pior, estou de uma maneira que nem me posso mexer. Só quero ir arrastado para o sofá e ver tv deitado até adormecer. É com um enormíssimo esforço que vos escrevo hoje. Apesar de tudo, há três palavras que não me saem da cabeça: valeu a pena!

Não, não estive a trabalhar nas obras o dia todo. E não, não estive a cavar um buraco para os meus falecidos animais de estimação. E também não, não estive a curtir no harém de nenhum árabe com as suas várias mulheres jovens e esteticamente escolhidas a dedo. Estive... hum... acho melhor descrever.

Eu e mais 6
tropas fomos de carrinha até à serra, até à mata, até ao cume da mais alta montanha (de Valongo). No transporte os ataques já começavam, eram verbais e serviam para assustar o inimigo. Histórias, verdadeiras ou falsas (quem sabe?), eram contadas e o adversário tremia.

Os verdes eram formados pelo "Cegueta", o "Fura-Paredes" e o "Capitão" (este sou eu). Os cinzas eram constituídos pelo "Dispara" (diminutivo para "Dispara-em-tudo-o-que-mexe"), pelo "Camper" (que dispara à queima-roupa), pela "Prima" e pela "Mana" (familiares do "Dispara"). Estes nomes são fictícios e usados para melhor compreensão do leitor a identificar as personagens.

Entre vários jogos como o "Caça a Bandeira", o "Defende e Ataca" e o "Extermínio Total" com muitos tiros, saltos, tiros, avanços, tiros, recuos, tiros, gritos, tiros e risos passámos uma tarde. A equipa do Capitão, apesar de numericamente inferior, conseguiu alcançar a vitória apesar das tentativas nem sempre legais dos adversários. A sua suprema organização escapou, nunca ilesa, aos headshots da Prima, às ameaças da Irmã, aos tiros à queima-roupa do Camper e à contínua rajada de tiros do Dispara, mesmo depois de mortos.

Sim, fui ao Paintball e sim, o meu cabelo ficou tão impregnado de tinta que nem com 3 lavagens de champô e uma de amaciador atingiu o estado de normalidade. Desta vez não virei o barco devido às horas a pé para chegar ao monte nem deixei cair as bolas do terceiro andar do Sanatório de Valongo. Logo, o balanço é positivo em relação à primeira experiência. Tivemos de andar uma hora e trinta pelo monte a baixo, nem sempre pelo caminho certo, e com os constantes queixumes das raparigas, sexo não talhado para este tipo de caminhadas. Enfim... puro cansaço, pura diversão.

Atenção: Esta descrição não representa os acontecimentos como eles foram (embora muito parecidos). É uma crónica exagerada. Uma caricatura em forma escrita.
sinto-me: Lindamente.
música: Tema do Warhawk
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publicado por Ricardo às 22:16
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3 comentários:
De luxxx a 20 de Março de 2008 às 01:16
Ah ah ah ah ah ah!!!

Coisa mais linda!



Aproveita as férias e descansa.

Boa Páscoa, Rikardo!!!!



De Dispara a 26 de Março de 2008 às 21:30
Aqui o Dispara, da próxima jogamos com bolas de tinta transparente se te fizer sentir melhor, assim os headshot passam por gel no cabelo
fica bem


De Ricardo a 28 de Março de 2008 às 22:00
Muito engraçadinho...


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