Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2008

Oscars 2008

Eu gosto dos Oscars. O espectáculo, as meninas no tapete vermelho, a entrega dos prémios, a especulação. Esperar, observar, criticar.

Eu não gosto dos Oscars.
Às vezes fico desiludido. Como pode a mais distinta gala que supostamente celebra o cinema cometer erros tão grandes como às vezes acontece? Por isso perdi a fé nos Oscars e quase me passam ao lado.

Exemplos? Remontemos para 2003. Lembram-se de Chicago? Lembram-se d'O Pianista? Lembram-se d'O Pianista ser melhor que Chicago? Adivinhem quem ganhou o Oscar. Pois... Mas há mais! Como pode o Crash (Colisão) derrotar o Brockeback Montain e o Constant Gardener (O Fiel Jardineiro) nem sequer ser nomeado? Como pode o The Departed roubar o Oscar aos nem sequer nomeados Half-Nelson e Blood Diamond. Inacreditável.

O cinema não é uma arte objectiva. Mas também não varia somente com os gostos. Existem parâmetros objectivos que os críticos avaliam. Há filmes bons, há filmes maus, há filmes melhores que os outros. E dentro disso o gosto também desempenha uma função.

Agora falando mesmo dos Oscars de 2008, não estou muito surpreendido. Nas actrizes, provavelmente o mais justo seria premiar Saoirse Ronan (Atonement) e Ellen Page (Juno), mas todos já sabiam que isso não iria acontecer, porque elas são muito novas e isso subia-lhes à cabeça e nos Oscars There's Country For Old Woman. Helena Carter (Sweeney Todd) podia ter sido nomeada para o prémio de melhor actriz secundária e Keira Knightley (Atonement) devia ter sido nomeada para melhor atriz. Os actores viram os seus prémios bem entregues e Johnny Depp viu o Oscar escapar-lhe pela terceira vez e nem era assim tão descabido, visto a sua prestação no filme de Tim Burton, que nem sequer foi nomeado para melhor realizador, nem a sua película para melhor filme. Em relação ao prémio da noite, estava a torcer por Atonement porque sou fã de Joe Wright, mas não ficou muito mal entregue.

Foi isto. Para o ano há mais e vão passando no Criticando porque de vez em quando também me lembro de ver filmes... e escrever sobre eles.
sinto-me:
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publicado por Ricardo às 22:34
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3 comentários:
De luxxx a 26 de Fevereiro de 2008 às 23:14
Como acontece com qualquer prémio, os Oscars são extremamente subjectivos.

No caso dos actores, todas as interpretações são tão boas, que é complicado escolher o/a melhor - mesmo tendo em conta os muitos que ficaram do lado de fora do Kodak Theatre. Digamos que os favoritos de cada um passam mais por questões de simpatias muito pessoais.

No que toca à melhor realização e melhor filme... bom... aqui costumam acontecer enormes injustiças. É uma das imagens de marca da Academia.

Só para dar uma dupla de exemplos: Kramer Contra Kramer venceu Apocalypse Now... Gente Vulgar venceu Touro Enraivecido. Os vencidos fazem parte da história do cinema, os outros ficaram-se pelos Oscars.

Enfim...


De Ricardo a 28 de Fevereiro de 2008 às 14:05
"Os vencidos fazem parte da história do cinema, os outros ficaram-se pelos Oscars."

Gosto dessa frase.


De Pedro a 29 de Outubro de 2008 às 17:19
Discordo. Keira não tem muito o que fazer em Atonement e as outras indicadas estão bem melhores. Day-Lewis está muito melhor que Depp e No Country e There Will be Blood são os filmes do ano, incomparáveis á Atonement.
Quantos as atrizes, Você já viu Marrion Cottillard em Piaf ou Cate Blanchett em I'm Not There???


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