Sexta-feira, 8 de Fevereiro de 2008

The O.C.: Season 1

Nome original: The O.C. (Orange County)
Nome traduzido: O.C.: Na terra dos ricos
Temporada:
Ano: 2003
Criador: Josh Schwartz
Slogan:
- "The O.C. Orange County, It's where all the beautiful people live."
- "The best new show of the summer is coming this fall."
- "It's nothing like where you live. And nothing like what you imagine."
- "The Sun Is Setting On The OC (Último Episódio)"
Formato: DVD

Joss Schwartz,
fã das séries do tipo Freaks and Geeks e My So-Called Life que tiveram uma duração bastante curta, apresentou uma história do género ao canal televisivo americano FOX que estava à procura do seu próximo Beverly Hills 90210, série de muito sucesso produzida anteriormente pelo canal.

The O.C. conta a história de Ryan Atwood, um adolescente mal orientado com uma vida atribulada numa comunidade pobre do interior adoptado pelos Cohen, família que vive numa das melhores comunidades balneares da Califórnia, Newport. Aí conhece o filho dos Cohen, Seth, que, com o tempo, passa a ser o seu melhor amigo e único amigo da parte de Seth. Faz também uma "amizade especial" com a vizinha do lado, Marissa, a típica Girl Next Door, que tem tanto de bela como de instável. Essa instabilidade é o grande atractivo da personagem.

Visto que ainda só vi a primeira temporada e sendo a opção com mais lógica, vou analisar as quatro temporadas da série individualmente. Assim, inauguro a análise de séries de TV no Criticando com a primeira temporada de The O.C..

A primeira coisa que salta à vista são os fantásticos valores de produção. A Califórnia é um sítio lindo, mas a realização, a fotografia, as cores e o ambiente criado pela equipa de produção faz com que pareça um paraíso. Experimentem ver as filmagens reais ou as cenas sem o tratamento final e observem a diferença. Extremamente bem feito. Dá vontade de pegar nas havaianas e ir a correr para a praia.



O enredo, que começa com a história típica, mas sempre engraçada e actual do rapaz que não se integra, vai muito mais longe e encontra o equilíbrio perfeito entre os episódios. Passo a explicar: há séries, como CSI e afins, em que os episódios são demasiado individualistas do enredo geral, ou seja, o enredo principal da série é posto em segundo plano na maioria dos episódios da temporada, não têm um bom sentido de continuidade; e há séries em que os episódios têm uma continuidade tão acentuada que o espectador se cansa da história que gasta até ao limite o enredo principal. The O.C. encontra o equilíbrio perfeito! Tem um óptimo sentido de continuidade e cada episódio não deixa de ser único.

O casting está muito bem escolhido com um portefólio de actores pouco ou nada conhecidos, mas muito competentes e que assentam ao papel como uma luva. Por exemplo, no papel de Marissa está Mischa Barton, que embora seja menosprezada pelos críticos, era impossível arranjar melhor. O guião descreve Marissa como possuidora de uma beleza avassaladora. Querem melhor que Miss Barton? Difícil! Outro personagem bastante peculiar é Seth Cohen que está muito bem representado por Adam Brody, sendo uma personagem refrescante e nunca cansativa. Destaque também para os actores que interpretam os Cohen muito bem. Benjamin McKenzie também muito bem no papel de Ryan. É sempre difícil encontrar um bom actor principal, principalmente quando é uma personagem jovem, mas Benjamin é um excelente actor e a prova disso não são as falas, mas a expressão corporal, principalmente dos olhos.

A música é talvez o aspecto mais original em The O.C. O expoente máximo! Nem colossos de audiências como Grey's Anatomy e House MD que são brindados com bandas sonoras dispendiosas de algumas bandas do momento conseguem competir com esta. De tal maneira bem escolhida e implementada que transforma o ambiente. A única série que se poderia assemelhar neste campo seria talvez Smallville, mas nem esta série veterana e especialista no campo da música consegue chegar ao nível a que OC se encontra.

A primeira temporada, de 27 episódios, número considerável visto que uma temporada normal tem 22, é a mais aplaudida pela crítica. Das outras não sei, mas esta realmente é uma lufada de ar fresco no género teen drama. Ainda estive tentado a dar 4* devido ao uso recorrente das mesmas estratégias para chegar a diferentes acontecimentos (festas, festas e mais festas!), mas achei que não era importante tendo em conta o resultado final e principalmente tendo em conta à concorrência que esta série usufrui no seu género.

Simplesmente não existe outra do género com a mesma qualidade. Ora vejamos, Gossip Girl, do mesmo criador, é uma miséria; Hidden Palms foi uma boa tentativa, mas não passou disso; a canadiana Edgemont é uma boa série, mas não teve, nem de perto nem de longe, os mesmos recursos que esta.



Destaco os primeiros episódios, aquele em que o grupo vai a Tijuana, o The Heights, o do ano novo e muitos outros, que não se destacam muito, devido à qualidade geral. Outra coisa que eu aprecio aqui é o elemento trágico. Quem me conhece, ou até alguns de vocês que conhecem os meus gostos, sabe que gosto de séries dramáticas com elementos trágicos (Buffy) e filmes ídem (Constant Gardener, The Sercret Of Brockeback Montain). The O.C. é assim, às vezes até demais.

Outra curiosidade interessante é o paralelismo e até a simetria entre o primeiro e o último episódio. Esta temporada é um circulo. Tanta coisa no meio, mas acaba e a vida volta a ser como dantes. Facto realçado pela última cena do último episódio que foi de cortar a respiração. Quem disse que uma cena triste ou trágica não podia ser bela? Não sei, mas estava errado.

Resumindo: The O.C. é o rei do seu género e o ponto alto do seu criador sendo das poucas séries de adolescentes (mais conhecidos como teen dramas) que dá bastante importância aos personagens adultos sendo também atraente para essa faixa etária.

Para quem quer comprar o DVD devo dizer que é uma excelente compra tendo em conta o número de episódios e o preço (ainda mais baixo devido a ser uma série um pouco datada). Mas aconselho ainda mais comprarem o pacote todo com as 4 temporadas. Aqui fica o link.

Não me vou alongar mais e falo sobre o factor comédia na análise à 2ª temporada. Se há dias em que pouco escrevo, há dias, como hoje, em que os dedos não param e escrevo compulsivamente. Há dias...

1ª Temporada
*****
Extras do DVD
****
sinto-me: Cansado, mas satisfeito.
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publicado por Ricardo às 23:57
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8 comentários:
De luxxx a 9 de Fevereiro de 2008 às 03:23
Rikardo... bem...

Totalmente eclipsado por Friday Night Lights, uma das mais brilhantes séries norte-americanas. Realização... montagem... interpretações... argumento... banda sonora... um hino ao que de melhor é feito para televisão, não havendo espaço para estúdio, com os exteriores a dominarem o panorama visual.

Trata-se de uma produção de Peter Berg, realizador de Friday Night Lights - na sua versão cinematográfica - e de The Kingdom - uma das melhores surpresas do ano passado.

Sinceramente, esquece o The O.C.

Cada episódio de Friday é uma obra de arte. Cada minuto uma lição de criatividade. Cada segundo capaz de cortar a respiração.


De Ricardo a 9 de Fevereiro de 2008 às 11:09
Ui! Parece que estás mesmo eclipsado! É assim tão bom? Mesmo assim não sei se pode ser comparado com the O.C. apenas pelo facto de não ser exactamente um teen drama.

Vou ver isso e depois digo qualquer coisa. ;)


De luxxx a 9 de Fevereiro de 2008 às 12:14
Tem muito de teen drama, Rikardo. A grande maioria das personagens são adolescentes.

É fabuloso, acredita.


De Ricardo a 9 de Fevereiro de 2008 às 20:29
Vindo de ti, é dizer muito! Não podiam arranjar melhor patrocinador!

Mas aconselho-te a veres O.C., se vires os primeiros episódios em maratona acredita que não consegues parar.


De luxxx a 9 de Fevereiro de 2008 às 22:53
Vindo de ti, só posso dizer... obrigado!

Vi todos os eps de todas as séries do OC.


De Ricardo a 10 de Fevereiro de 2008 às 22:23
Eras fã e não dizias nada?


De luxxx a 10 de Fevereiro de 2008 às 22:42
Sou mesmo ;)


De Ricardo a 11 de Fevereiro de 2008 às 12:26
Eu não sou propriamente fã, visto que comecei a ver por causa da Marissa... Mas estou a adorar!


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