Terça-feira, 25 de Dezembro de 2007

Zodiac

Quando fui ver este filme, estava à espera de um filme diferente daquele que realmente é. Estava à espera de um policial à moda de um Brian De Palma com uma mistura de terror e cheio de elementos noir. Se querem isto: esqueçam!

Zodiac é um filme que, trocando o ponto de vista de um polícia pelo de um cartoonista, fica demasiado preso aos factos reais em que é baseado, embora nos dê um sentido de finalidade melhor que o seu homónimo de 2001.



O Zodiac da vida real
era um assassino em série norte americano mediático, conhecido no final dos anos 60, início dos anos 70, que ficou conhecido por matar casais que se encontravam sozinhos em sítios desertos.

O filme conta-nos a história na perspectiva do perspicaz Robert Graysmith, o já mencionado cartonista que, apesar de tímido e de aparentemente não ter nenhuma relação com o Zodiac, está obcecado pelo assassino. Diverge também para outros personagens como o Inspector David Toschi e o jornalista Paul Avery.



O filme é sólido, começa bem e tem um óptimo aspecto. Os personagens estão fielmente interpretados, os actores fizeram um óptimo trabalho! Mas também tem um grande senão.

A certa altura parece que, na tentativa de seguir os factos como eles aconteceram, o filme perde-se. Fica à nora. Há alturas do filme em que os personagens aparecem muito e há alturas que não aparecem sequer. Está muito mal intercalado. O realizador está a querer dar-nos a perspectiva de três pessoas (o polícia, o cartonista e o jornalista), mas acaba por ser o assassino a ditar o andamento do filme. Isso pode resultar muito bem na vida real, mas no filme não.



Mesmo assim, Zodiac é um filme muito bom, com cenários fantásticos da cidade, que embora se perca como um todo de vez em quando, tem cenas de cortar a respiração. Ficamos aterrorizadamente encantados! E é esta mistura entre o amador e o excelente que, embora seja o excelente a predominar, afasta Zodiac de ser um clássico. Merecia a nomeação para estes óscares.

****

PS: A respeito do último post. Sabem o que é que o Natal tem de melhor, para além dos presentes, é claro? A comida! Mnham!
sinto-me:
música: É Natal, É Natal... blá blá blá...
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publicado por Ricardo às 16:47
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3 comentários:
De luxxx a 27 de Dezembro de 2007 às 14:17
Não amei... mas gostei muito. Para mim, trata-se de um regresso de Fincher à boa forma, realizador que tem por hábito alternar entre o bom e o mediano.

É uma história sobre uma obsessão, bem contada, bem filmada e extremamente bem interpretada, se bem que um pouco longa demais.

Os factos apresentados são um pouco especulativos... mas cinema é cinema.

Já agora... o Pai Natal foi generoso, Rikardo?


De Ricardo a 27 de Dezembro de 2007 às 18:53
A incontornável roupa, uns fantásticos DVDs da minha querida Buffy, uns joguinhos para PS2 e PS3 (Assassin's Creed, Uncharted, TRA, VCS) e vários livros para a minha colecção. Vendo bem: não foi nada mau!

E o teu Pai Natal? Deixou muitos presentes?



De luxxx a 28 de Dezembro de 2007 às 11:10
Este ano o Papai Noel foi generoso, com o destaque das oferendas a ir para um novo smartphone. Foi um bom senhor...



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