Sexta-feira, 7 de Dezembro de 2007

Harry Potter e os Talismãs da Morte

Autor: J.K. Rowling
Editora portuguesa: Presença
Ano: 2007


Capa do livro na edição americana

Escrevo-vos
hoje com um sono arrebatador. Só me apetece estatelar no sofá a ver a minha queria Caçadora de Vampiros para depois levantar e ir para a cama. Mas o dever chama! Esse tarado! E estou decidido a cumprir a minha tarefa. Todas as sextas, pode ser depois de almoço ou um minuto antes da meia-noite, mas eu estarei cá!

Hoje vou fazer uma análise a outro livro. Desta vez, a sorte cabe ao "Harry Potter e os Talismãs da Morte".

A verdade é que eu tenho de agradecer imenso a esta grandiosa série de livros. Apesar de ter começado a ler bem antes, nunca tinha sentido tal euforia.

Comecei a ler o primeiro aos meus 11 anitos. No início estava contrariado, mas não durou mais de 10 minutos até ficar embrenhado na aventura. É imaginativo, é diferente e é inesquecível. Nem os seus clones lhe retiram a originalidade.

Assim, fui crescendo e fui lendo Harry Potter. Muito antes dele se tornar o famoso feiticeiro arruinado pelos ecrãs. Muito antes disso! Aí está a grande vantagem dos livros. Eu crescia e não perdia o interesse, pois à medida que eu crescia, a série crescia comigo. Crescia.


Capa do livro na edição suíça

Este livro finaliza uma fantástica série. O livro começa... de uma forma um pouco repetitiva em relação aos outros livros. Mesmo assim, é tão viciante que, quando damos por nós, são duas horas da manhã e estamos agarrados ao livro sem dar pelo tempo a passar. Depois do início, começa a aventura! Avada Kedavra para aqui. Cruciatus para ali. E Expeliarmus para todo o lado. Para quem não sabe, isto é sinónimo de acção. O livro continua, e a acção também. Os feitiços e as fugas. Os beijos e as mortes.

O livro é óptimo. Viciante, surpreendente e delicioso. O grande defeito é mesmo Hogwarts. Ou a falta dela... Desta vez os 3 amigos não vão a Hogwarts (para ter aulas, entenda-se) o que é uma pena, pois perde-se aquela sensação académica. O espelho dos adolescentes e a nostalgia dos adultos. Tudo em prol da acção. É pena, mas isso não faz com que o livro seja mau. Nem de longe!

Defeitos à parte, este livro conta com o maior fim alguma vez visto. Inesperado, vertiginoso e rápido. Não sabemos o que está a acontecer, mas estamos a morrer por que isso aconteça. À velocidade da luz, a batalha final é travada. Mortes são contabilizadas e o dá-se o grande confronto. A autora revela-nos também uma bonita estória de amor? Disse bonita? Bem... é ainda melhor! Sobretudo porque acho que ninguém contava. É bela, é diferente e mostra que o amor exige sacrifícios. Quem o ignora, está a ignorar o bem mais precioso do mundo.

O epílogo é ambíguo e gera discussão por todo o lado. Houve pessoas que choraram. É uma questão de gosto. Eu não gostei. Achei pequeno. Achei que adiantava coisas desnecessárias. E achei que antes dele devia haver uma explicação dos dias que se seguiram à grande batalha. Porque 19 anos depois é muito tempo e acaba-se por saber o que acontece 19 anos depois, mas ficamos a imaginar o que aconteceu uma semana depois.


Poster de publicidade à edição portuguesa do livro

Concluindo, um grande livro, viciante e poderoso, e que, embora não seja perfeito, é um óptimo final para uma série que o é. Adorei os duelos e senti a falta de Hogwarts. Achei o início repetitivo (cof... Ordem de Fénix... cof), mas a pequena história de amor deixou-me parvo (pela positiva). Achei estranho e epílogo e adorei o final. O livro é fantástico e o resto é uma questão de gosto. Acho que não está ao mesmo nível que O Cálice de Fogo, A Ordem de Fénix ou o Príncipe Misterioso (o melhor da série na minha opinião), mas também pouco abaixo fica. O grande final de uma das melhores colecções de livros do mundo (e não, isto não é um exagero) e só por isso, merece um 5 absoluto.

*****
JK, isto sim é magia.


PS: O amor de que tanto falo não tem nada a ver com o Harry. O que torna tudo ainda mais surpreendente. É uma pequena estória que realça uma personagem de uma forma que ficamos a simpatizar com ela e, de certa forma, a entendê-la.
sinto-me: Enfeitiçado!
música: The Counting Crows - Big Yellow Taxi
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publicado por Ricardo às 23:38
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7 comentários:
De luxxx a 9 de Dezembro de 2007 às 14:56
Sobre o Harry não posso mesmo comentar. Nunca achei graça ao rapaz, não há nada a fazer. E diga-se que aqui em em casa sou espécie rara, pois da minha "mais que tudo" até aos putos, são todos incondicionais de JK.

Não me resta outra coisa senão ficar caladinho, rendido às evidências.



De Ricardo a 9 de Dezembro de 2007 às 18:26
Olha que ela é o Júlio Verne da actualidade!


De luxxx a 10 de Dezembro de 2007 às 02:05
É capaz, sim. Mas a loucura à volta da personagem passa-me ao lado.

No que toca a fantasia, sou um adepto incondicional de Tolkien.


De Ricardo a 10 de Dezembro de 2007 às 12:06
Gosto bastante de Tolkien (sempre é melhor que o CS Lewis...). mas acho que a escrita é muito datada e demasiado descritiva. São livros que se têm de ler devagar e com muita atenção. Os da JK são um pouco descritivos, mas está tudo tão bem elaborado e intercalado que nem se nota.

Agora, ao contrário de Tolkien, o universo do jovem feiticeiro no grande ecrã é mau. Mau demais.

Já leste algum do Harry?


De luxxx a 11 de Dezembro de 2007 às 03:36
Juro que tentei, Rikardo... mas não passei das primeiras 100 páginas.

Ao contrário de mim, o resto do pessoal aqui de casa são absolutamente incondicionais dos livros.


De Marco a 3 de Outubro de 2008 às 19:47
Eu também adorei o livro e o meu favorito foi mesmo o 6 tambem.

cumpz


De Ricardo a 3 de Outubro de 2008 às 23:00
O 5 e o 6 foram mesmo os melhores!



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