Sexta-feira, 5 de Dezembro de 2008

Blockbusters 08: Jumper

 


Título: Jumper
Ano: 2008
Duração: 88 min
Slogan: Anywhere. Anything. Instantly. / Anywhere Is Possible.
Escrito por David S. Goyer, Jim Uhls e Simon Kinberg
Realizado por Doug Liman
Elenco:
Hayden Christensen (David Rice), Rachel Bilson (Millie Harris), Samuel L. Jackson (Roland), Jamie Bell (Griffin) e Diane Lane (Mary Rice).

 

Jumper atrai por ter uma excelente premissa. Imaginem que podem ir onde quiserem, quando quiserem, instantaneamente. Não é nada de novo, é verdade, aliás até já foi bastante usado (Hiro em Heroes por exemplo), mas aqui o assunto é mais aprofundado. Explora-se a ganância humana, a liberdade, o poder e o abuso dele. Os Jumpers são seres capazes de se transportarem para qualquer lado do mundo em poucos segundos. Agora juntem a uma excelente premissa uns efeitos especiais engraçados, um argumento pobre, actores péssimos e temos um filme que é uma total perda de tempo.

Os primeiros minutos de filme são bastante prometedores,
quando a personagem principal narra o momento em que descobriu que era um Jumper, alguns anos antes da acção do filme. E depois aparece Hayden Christensen e estaga tudo. A ideia é óptima, mas a execução é péssima. Uma das coisas absolutamente cruciais num filme é o actor principal e Hayden falha em tudo. É simplesmente mau actor. E depois temos Samuel L. Jackson que, supostamente, é bom actor. Se é, aqui não o mostrou aqui, naquela que deve ser uma das piores prestações da vida do actor. Esteve quase tão mal como Christensen. E isso é dizer muito. A salvar o barco do náufrago temos Rachel Bilson (vê lá onde te vieste meter, querida?) que faz uma interpretação comovente e realista, afastou-se do seu papel no drama adolescente The O.C. tão bem que nem me lembrei de Summer por mais do que um segundo. Tarefa difícil até, porque foi uma personagem que assumiu durante relativamente muito tempo.

Resumindo, o que poderia ter sido um bom filme foi totalmente desperdiçado. A realização é normal e os efeitos especiais são bons, mas o resto é muito muito mau. As interpretações, salvo Bilson, são inacreditávelmente fracas; o argumento é mal escrito e o enredo não passa de cenas atrás de cenas com pouca coerência. Um total desrespeito pelos fantásticos cenários em que o filme foi autorizado a filmar. Enfim, acho que já me lembro porque evito blockbusters. Jumper não passa de um guia de viagens mal estruturado.

O bom:
  • Cenários;
  • Efeitos especiais;
  • Rachel Bilson.

 

O mau:

  • Tudo o resto.

 

O vilão:

  • A interpretação de Hayden Christense.

 

sinto-me:
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publicado por Ricardo às 22:06
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1 comentário:
De luxxx a 7 de Dezembro de 2008 às 22:56
Mas tão, tão, tão, tão, tão mau. Chega a ser doloroso. Estilo dor de barriga sem qualquer chance de ser colmatada com um alka-seltzer.


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