Terça-feira, 25 de Novembro de 2008

Pessi-quê? Quem, eu?

A verdade é que eu até sou bastante patriota. Não trocava o ser português por qualquer outra nacionalidade, embora uma estadia na California ou mesmo Toquio não fosse nada de deitar fora. Gosto da nossa cultura, até sinto aquele carinho quando canto o hino em grupo, entenda-se cultura pela nossa história, língua, gastronomia e não a nossa seleção ou o Cristiano Ronaldo (a sério? 6-2? e empatar com 10 albaneses? eu nem vejo / gosto de futebol, mas até fiquei com uma certa peninha, até me lembrar do cheque que eles recebem ao fim do mês, claro).

E é também por ser um bocadinho patriota que esta onda de negativismo me está a enervar consideravelmente. Já não chegava as historinhas da TVI com a música de fundo a condizer, ou as sempre alegres grandes reportagens que viraram moda nos telejornais, ou até as grandes entrevistas aos grandes pensadores da actualidade como o José Mourinho ou o Cristiano Ronaldo, agora também temos que aguentar com o pessimismo desta ociosa sociedade.

Mas eu não faço afirmações
sem provas ou justificações, qual bastonário dos advogados: é a crise económica, é o défice; é a crise na educação com a nossa popular ministra; é o magalhães, aquele belo maquinão; é o futebol que não me afecta nada, mas que põe a sociedade cada vez mais de cabiz baixo; é a euribor; é o petróleo a subir e a gasolina a subir; é o petróleo a descer e a gasolina na mesma; são os assaltos; é o médico que se armou; é o político que é burlão; são os ministros que não controlam a situação. Já chega! Calem-se e façam alguma coisa! A notícia mais animadora dos últimos tempos foi a velhota espanhola que, anteriormente sentada na cadeira de rodas, se levantou em Fátima. Dizem que foi milagre. E há quem acredite. Esses é que estão bem, sim senhor! Grandes optimistas. Quando morrerem vão para o paraíso e tudo!

Começo a pensar que quem tem razão eram mesmo os Da Weasel:

(...) não confio num pintelho
do que me entra pelos olhos
já não há pão, só há circo,
e esse há aos molhos
nem sequer é estranho
chamar big brother a um programa
nesta estranha sociedade
que adora tar na lama
ironia do destino,
espécie de justiça poética
na mentalidade do povo
que se quer anoréxica

 

E por muito fixe que seja o Pac Man por gostar de GTA e tudo, não deixa de ser um cantor de hip-hop (do mal o menos, digo eu). E se começarmos para aí a dizer que os gajos do hip-hop têm razão, então é que eles nunca mais se calam. E isso seria imcomodativo, problemático até, diria eu. Mas não digo, porque se dissesse estava a ser péssimista. E eu não gosto de pessimismo, está claro. Se gostasse não escrevia este post.

 

PS: Respondam ao Questionando, sff.

sinto-me: Óptimista, está claro.
música: Da Weasel - GTA

publicado por Ricardo às 22:25
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2 comentários:
De luxxx a 4 de Dezembro de 2008 às 18:20
Mau, mau seria se tivéssemos nascido na Etiópia ou na Sierra Leoa. Assim é só chatinho.

Vivo bem com as desditas lusitanas. Quando sentir que estou realmente descontente, toca a agarrar nas malinhas e tentar a sorte noutro país.

As distâncias são curtas nos dias que correm...


De Ricardo a 5 de Dezembro de 2008 às 22:19
Darfur, etc...

E tu sempre disseste que gostas de Paris!



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