Segunda-feira, 8 de Setembro de 2008

Jogar no Feminino

Todo e qualquer jogador bem informado tem conhecimento da estratégia que a Ubisoft usou, pelo menos uma delas, para promover o seu jogo Assassin's Creed. Practicamente todos os seus vídeos de promoção do jogo vinham com a produtora Jade Raymond. Ainda hoje, quando saiu a notícia que a pricipal responsável pela franquia de sucesso da Sony, Singstar, ia para a Atari (boa Phil!) eu fiquei a pensar. Porquê? Porque a notícia vinha acompanhada por uma foto da senhora Paulina Bozek.

 


Do lado oposto da barricada existe uma senhora chamada Tera Patrick que basicamente é uma actriz contratada pelos senhores da THQ para fazer publicidade ao seu jogo Saint's Row 2. Essa senhora tem no portefólio filmes como “Girls Who Cum Hard”, “18 and Nasty 11”, “Hogtied!”, “Cum Shot Starlets” e “Filthy Fuckers 194: Suck My Handle”. Quero apenas avisar que o trabalho de Special Producer (produtora *cof* especial *cof*) desta senhora não entra nas minhas reflexões seguintes.

 

 

Para muita gente, não só feministas, o uso dos atributos naturais das mulheres na promoção de um jogo não é correcto. Ora bem, é um assunto complicado e há várias opiniões que são compreensíveis e aceitáveis. Por um lado, é a coisa mais natural do mundo, os filmes fazem isso o dia todo, e não podemos privar as mulheres de ser responsáveis pelas relações públicas de um jogo só porque são bonitas. Se fosse um homem, por muito bonito que fosse, ninguém ligava, visto que a indústria actual dos videojogos ainda é composta por uma maioria masculina. Mas há linhas. Apesar da óbvia estratégia da Ubisoft de usar a imagem da Jade para promover AC, se fosse numa indústria onde houvesse mais mulheres nem sequer se notava, visto que ela só sorria e falava.

Na tal notícia do Kotaku, um utilizador disse que a Sony não promovia os jogos com caras bonitas (por outras palavras...). E é verdade, a menina Bozek é a prova disso, mas se podemos culpar a THQ, não me parece que possamos culpar tanto a Ubisoft. Isto porque, mesmo que internamente quisessem que Raymond influenciasse os jogadores, o que fez, ela nunca fez nada que um homem não faria. Ok, podemos culpar um bocadinho porque vieram alguns wallpapers parar à net e tal e se fosse de um homem o pessoal ficava assustado... um bocadinho.

 

 


O uso do corpo, tanto masculino como feminino, na publicidade é comum. Se é certo ou errado, é difícil de dizer. Depende. Se a sexualidade faz parte de nós, era bem melhor que a publicidade chamasse atenção à qualidade do produto e que as pessoas o comprassem por isso, não porque a Fátima Lopes disse que fazia bem à saúde ou porque uma loira toda boa consegue levantar a tal bilha de gás, embora exista aqui uma pequena referência ao peso, nada de importante, visto que ninguém estava a olhar a para o gás.

sinto-me:
música: The Last Shadow Puppets - The Age Of The Understatement
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publicado por Ricardo às 23:46
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5 comentários:
De luxxx a 10 de Setembro de 2008 às 22:01
É complicado.

No caso da Ubisoft, é ténue a linha que separa a pura publicidade, onde a cara e corpo vendem um produto, da clássica promoção a produto feita pelos seus criadores.

Quero com isto dizer que ainda não entendi se a menina Jade percebe realmente do assunto ou não.

Quanto à THQ... bom... é pura badalhoquice. Mas diga-se que nunca tentaram esconder esse facto. Puro sexo e sexo vende. Simples.


De Ricardo a 11 de Setembro de 2008 às 15:35
Já agora, tu que és entendido na matéria, o que é que a menina Jade anda a fazer de momento?


De luxxx a 11 de Setembro de 2008 às 18:20
Está a produzir "I Am Alive", um survival que colocará o jogar numa Chicago devastada por um tremor de terra.


De Ricardo a 11 de Setembro de 2008 às 15:37
E obrigado pelo vídeo!


De luxxx a 11 de Setembro de 2008 às 18:20


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