Sexta-feira, 11 de Abril de 2008

Não faço ideia que título dar a este texto...

" (...) a única coisa que o homem tem de seu é a sua mente."

Estranha sensação aquela
gerada por uma curiosidade insaciável. Queremos mais informação, mas esta é provavelmente inacessível. Sempre disseram, e bem, que a única coisa que o homem tem de seu é a sua mente. Embora moralmente seja bem mais abrangente, essa abrangência raramente acontece na vida.

Sempre fui um observador, de coisas, pessoas, situações, as mais variadas coisas. Assimilo o que posso quando analiso uma pessoa. Os gestos, as roupas, o ambiente envolvente. Isso faz com que eu crie uma certa ideia de alguém, nem sempre certa, mas com uma margem de erro reduzida.

A seguir vem a pior parte: os juízos de valor. Não é à toa que este sítio se chama Criticando. Não é essa a função de um cronista? Descrever, avaliar, criticar (nem sempre negativamente). Mas também é um pouco triste saber que estamos constantemente a ser julgados: pela sociedade, pelo mundo e mesmo por nós próprios.

Nós comportamos-nos como somos, como sabemos, mas, apesar da aparente honestidade, raramente somos o mesmo sozinhos e acompanhados. Existe um certo protocolo. E temos de o seguir à risca, porque até os mais distraídos observam e, se calhar, até são esses que julgam mais afincadamente.

"A mente é o mais bem guardado dos cofres."

É aqui que entra a anteriormente referida informação inatingível. E seu quiser, e se eu desejar, e se eu estiver desejoso por saber o que é que alguém pensa de mim? O que acha das minhas atitudes? Serão estranhas, serão diferentes? Ou serão normais e aceitáveis? Supondo que não podemos perguntar, o que nos pode dar aquele indício. Afinal, se há uma coisa que os sinais são, é enganosos. E, se perguntarmos, o que nos garante que é verdade? A mente é o mais bem guardado dos cofres.

Ouvi em qualquer lado uma definição dos tipos de conhecimentos. Achei-a prontamente incompleta. Dividi-os assim: o que não sabemos, o que pensamos que sabemos, o que sabemos e o que conseguimos provar. Entre o segundo e o terceiro só podemos adivinhar, porque nunca podemos chegar a uma verdade absoluta, se é que isso existe. Coisa estranha que é a mente. E o pensamento. E a opinião.

E essa minha curiosidade é insaciável. Quero saber! O que achas? O que pensas? Porque não me dizes? Estás a dizer a verdade? Nunca vou saber. Quem me dera ser o Matt Parkman do Heroes! Pode não ser tão surpreendente como voar, mas, ai caramba!, dava jeito ouvir uma coisinha ou outra. Uma verdade! Irrefutável, de preferência. Se é que isso existe...
sinto-me: Filosófico.
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publicado por Ricardo às 22:13
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2 comentários:
De luxxx a 14 de Abril de 2008 às 03:38
Excelente, Rikardo!!!!



De Gustavo Batanolli a 21 de Maio de 2008 às 12:22
filosoficamente lindo
xD~


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