Sexta-feira, 28 de Março de 2008

Dreamfall: The Longest Journey

Dreamfall, a sequela de The Longest Journey, é um jogo de aventura com elementos stealth e de acção. Como é normal neste tipo de jogos, a história é o elemento principal e mais apetecível, interliga todas as acções.

Interpretamos o papel de Zoe Castillo, uma jovem que recentemente desistiu da universidade e que acabou a sua longa relação com o namorado, Reza. Ao longo do jogo vamos controlar outras personagens, como April Ryan (a protagonista do primeiro jogo) e Kyan.

Como disse antes, a história é muito boa e é graças a ela que surge um sentimento de avançar e de entender este mundo futurista em que Zoe vive. Digamos que é um sítio futurista, mas muito credível.



A parte visual também é muito boa, apesar do jogo já ter dois anitos (infelizmente, só consegui pegar nele estas férias). A definição realmente podia ser melhor, mas a arquitectura dos cenários é demasiado boa e imaginativa que compensa perfeitamente. Deve ter sido preciso muita pesquisa para fazer um mundo assim. As animações são engraçadas, mas as expressões faciais são péssimas e as corporais também não são grande coisa. Uma pena, pois com os planos cinematográficos que tem, o jogo ficava perfeito.

A parte áudio é imaculada. As vozes não podiam estar melhor e a música é digna da banda sonora de qualquer filme. De salientar a importância das legendas em português feitas pela Playgames que estão bastante competentes e facilitam àqueles que não percebem muito inglês.

A jogabilidade é a parte menos importante, o que é estranho. É muito giro andar a explorar este mundo, falar com as pessoas e tudo isso, mas realmente o que queremos saber é como vai ser o desfecho da história. As partes de acção e stealth são dispensáveis. Não são más de todo e até dão algum gozo, mas prejudica o jogo devido ao seu nível inferior. Os puzzles estão muito bons, obrigam a pensar, mas não demasiado. Puxa pela cabeça de uma forma relaxante.

Concluindo, Dreamfall é um jogo excelente que nos cativa pela sua intrigante história e mundo imaginativo. O cliffhanger no final desilude um bocado, mas cumpre a função: deixa-nos a salivar pelo próximo capítulo. Esperemos que este tenha melhores animações e que esqueçam as partes de acção para nos dedicarmos totalmente aos puzzles típicos do género. Tem tudo para ser perfeito.

Gráficos - 8
Áudio - 10
Jogabilidade - 7

Nota: Quando falo em "gráficos" falo em toda a componente visual. A nota do jogo é indicativa e não vinculativa e não tem nada a ver com a média dos seus componentes. Eles são apenas um "guia" para o leitor e nada mais.

8 / 10

Nota 2: Fechei o questionário (já me estava a esquecer) com a quantidade fenomenal de 6 votantes. Eu também votei, logo vou agradecer às 5 almas gentis que fizeram o clique. Depois posto os resultados. Agora está uma nova votação a pedido de uma leitora assídua do blog.
sinto-me: Eu gosto da Zoe!
música: Banda sonora do Dreamfall, é claro!
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publicado por Ricardo às 22:02
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6 comentários:
De blackburn a 28 de Março de 2008 às 23:53
ja acabei o jogo, lolol
muito bom mesmo, mas o final f****
waiting for the next chapter...
quando tiver contigo devolvo-te o jogo
fica bem


De luxxx a 31 de Março de 2008 às 02:37
Totalmente de acordo com a análise feita pelo Rikardo!


De Ricardo a 31 de Março de 2008 às 12:29
Já agora, porque é que o Gameover não analisou este jogo?


De luxxx a 31 de Março de 2008 às 18:01
Apanhou-nos em plena mudança de instalações. Foi uma altura extremamente complicada.

Dreamfall foi uma das vítimas dos efeitos colaterais.


De Ricardo a 31 de Março de 2008 às 21:39
Mas jogaste-o todo? Que nota lhe darias? (A título de curiosidade.)


De luxxx a 1 de Abril de 2008 às 20:23
Se bem me recordo, entre 7-7.5.

Detestei as cenas de acção e achei os enigmas demasiado simples.

O argumento é soberbo!


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