Sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2008

Maomé, caricaturas proibidas por sua excelência: Deus

Hoje estive atento ao telejornal. Pelo menos a uma parte. Sabem como é... ainda estou à espera de uma fonte de informação na nossa televisão que seja curta, imparcial e fale apenas de notícias, não das histórias do vizinho de cima da dona Maria.

Foi então que reparei numa notícia parecida com outra de há dois anos para cá. Pensei que fosse repetida, mas depois lembrei-me que só a TVI é que grava as notícias da hora do almoço para repetir à noite. Para que é que o pivot havia de se repetir quando disse aquilo uma hora ou duas atrás ou no dia anterior?

Essa notícia era sobre a Dinamarca e os muçulmanos dinamarqueses, ou imigrantes. Ao que parece, os ditos mouros continuam com aquela guerra santa. E não é que eles foram incendiar aquilo tudo porque... sim... porque fizeram caricaturas de Maomé.

Senhores, essa cena já farta! Até os cristão, que temos de admitir sempre tiveram comportamentos meio atrasados, já se deixaram disso na Idade Média. Ainda por cima pedem ao seu governo para expulsar a embaixada dinamarquesa. Ora bem, e porque é que o pessoal do ocidente não os corre todos de lá também? Paga o justo pelo pecador, como diz o povo, mas não vejo outra solução.

É simplesmente irreal. Por várias razões. Eles não podem mandar no ocidente: ir para um país que não é o deles e começar a pôr em causa uma das bases da democracia, a liberdade expressão. Estão bem? Ficam. Estão mal? Saiam. É extremo, é radical, era evitável, mas também é necessário. E é uma pena.

Eu até compreendo os religiosos. Baseiam-se em argumentos fracos para atenuar a ideia da morte e tentar dar algum sentido à vida. Não falo apenas dos muçulmanos. Falo de todas as religiões que com montes de seguidores, em que a maioria não cumpre metade das regras impostas pela sua suposta igreja vindo com a desculpa do "não praticante", que no passado foram capazes de actos bárbaros (não só, mas também), do inacreditável, apenas para mostrarem que estavam certos. Não estavam. O mundo está muito mais independente delas, mas não está livre. Nem por sombras. Não quero desrespeitar ninguém, mas que ninguém discuta uma coisa: a maioria das guerras do mundo provém das religiões em que as suas crenças servem como desculpa para tudo e mais alguma coisa.

Ainda bem que ninguém sabe onde moro. Da maneira que isto está ainda sou preso. Ou pegam fogo à minha casa. Cocktails Molotov? Não obrigado.

PS: Votem! É já aqui ao lado.
sinto-me:

publicado por Ricardo às 23:00
link do post | comentar | favorito
|
2 comentários:
De luxxx a 15 de Fevereiro de 2008 às 23:30
Bem... digamos que a maneira como o governo norte-americano fala sobre o terrorismo, defesa e ataque não está muito longe de fazer lembrar a Guerra Santa.

Basicamente, não há santos. Quanto muito, um dos "lados" poderá ser um pouco mais subtil na forma como se passa a mensagem.

Quanto a mim, sempre detestei dogmas e temas sagrados. Tudo pode ser discutido. Tudo pode ser colocado em causa. Tudo pode ser sujeito ao humor.


De Ricardo a 16 de Fevereiro de 2008 às 01:05
Falei mal dos muçulmanos, mas a verdade é que também não gosto nadinha dos EUA. Terroristas são todos...


Comentar post

Música da semana

Pesquisa

 
RSS