Terça-feira, 15 de Janeiro de 2008

Estratégia! Mas não tanto...

Eu sou um jogador. Amo todos os tipos de arte principalmente cinema, música e literatura (passando pela fotografia). Quer considerem ou não os jogos (de vídeo) uma arte, eles estão incluídos nas coisas que me seduzem.

Com a idade que tenho (quase adulto ;) jogo sobretudo jogos de acção. Jogos que me põem a adrenalina em alta. Grandes batalhas e tiros até mais não (mas não sou grande apreciador de FPS, adoro a 3ª pessoa)!!! Adoro as histórias dos jogos de aventura, principalmente se forem bem mexidos do género do Fahrenheit, por exemplo. Resumindo, jogos com muita acção e alguns puzzles para os neurónios ficarem a funcionar é o melhor que me podem dar. Mas nem sempre foi assim...

Houve uma época em que jogava imenso jogos de estratégia, Sim City, Age Of Empires, Warcraft... O jogo de estratégia que mais me marcou foi o Warcraft II. Imprescindível! A sensação de criar um Império, os humanos contra os ogres... Era do melhor!! Também me lembro do genial Age Of Empires II. Ainda hoje o jogo com os meus amigos em multiplayer.

Nessa altura, os jogos de estratégia atingiram um pico. A partir daí foi sempre a descer. Não é por nada, mas eles já não despertam a mesma atenção. Enquanto que, com o tempo, os outros géneros foram ganhando com a evolução, os de estratégia caíram a pique. Cada vez menos evolução, cada vez mais complexos, cada vez mais complicados. Agora simplesmente já não atino! Imensas construções, imensas coisas para fazer, tudo demorado e desgastante. Até podem ter melhorado alguns aspectos como a estratégia (Rise Of Nations) ou a história e os gráficos (Warcraft 3), mas a curva de aprendizagem é tão grande, ingrata e, sobretudo, chata, que me pergunto: valerá a pena? Parece que o jogador é que está a ser jogado.

O tempo é um recurso importante e acho que as produtoras o deviam levar mais em conta. Nem sempre um jogo comprido é o mais divertido. O que eu peço nem é muito: jogos intuitivos, fáceis de começar e difíceis de dominar. O segredo é este. Quem é que o guardou?
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publicado por Ricardo às 22:30
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2 comentários:
De luxxx a 17 de Janeiro de 2008 às 13:02
Rikardo... mas os jogos estão cada vez mais fáceis, cada vez mais curtos, cada vez mais preparados para serem rapidamente terminados, de forma a que os jogadores acabem-nos e depressa e gastem dinheiro no próximo.

Na parte que me toca, não peço nada de muito longo. Só gosto de obras de que me dêem luta... daquelas que me fazem dizer "ganhei à máquina!", coisa que não aconteceu em Uncharted, por exemplo.


De Ricardo a 17 de Janeiro de 2008 às 14:06
Eu sei, o Uncharted é um exagero.

Mas com os jogos de estratégia, as coisas estão a acontecer ao contrário. Cada vez são maiores e mais complicados.


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